PROJETO NIGÉRIA É NOSSA
BANCO DIGITAL
Fundo de Investimento Apoio Institucional
Apresentação
A Nigéria tem uma profusão inimaginável, que vai dos aspectos culturais, étnicos, naturais, políticos, sociais, minerais aos históricos, econômicos e geográficos. A sua diversidade e variedades de línguas, dialetos, tudo é vasto, profundo, sua abundante riqueza se contrapõe à pobreza e seus contrates em face aos seus desafios. O continente e seus povos possuem uma enorme descendência a ser conhecida e reconhecida, e formam a base da história, da cultura e da população brasileiras.
O Brasil como parte de sua descendência é o país que em sua população possui o maior número de negros após o continente africano no mundo.
A nossa história e relacionamento com a África vem de longas datas, em um período registrado da nossa história, essa mãe envia seus filhos legítimos, nos navios negreiros para não só trabalhar, e sim para erguer uma nação.
Vindos de vários locais do continente africano para labuta diária e incansável, realizando o trabalho forçado com sangue e lágrimas, chamado trabalho escravo, mãos e braços fortes, incansáveis, sem hora para começar ou terminar, os negros africanos não trouxeram só esperança no coração, força nos braços, mas também a alegria de suas danças, canções, capoeira, artesanatos, gastronomia, comidas típicas, sabores, aromas e vários dialetos, linguagens próprias e um gingado que foram inseridos no cotidiano, e no nosso DNA, influenciaram diretamente na formação do nosso povo, e influenciam ate nos dia de hoje.
Negros, brancos e índios compõem a base da nossa etnia e raça, e dão origem a essa perfeita miscigenação chamada Brasil. Assim como os quilombos rurais e urbanos e a população quilombola, que ainda resistem ao tempo, preservam e inovam suas tradições e relações com toda a população externa. As heranças do passado africano com o projeto presente para o fortalecimento de um prospero futuro assim é o Empreendimentos Nigéria é nossa.
O projeto tem como objetivo a implementação do Consulado Comercial de Representação Africana no Rio de Janeiro e em Lagos/Nigéria, a facilitação e o fortalecimento de uma rede de intercâmbio, comércio e relações tecnológicas e culturais entre o Brasil e os diversos africanos a partir do Eixo Brasil-Nigéria.
Sua visão busca fortalecer os laços e vínculos entre África e Brasil, promovendo o conhecimento e reconhecimento do continente africano, e retribuindo o povo africano através de projetos, parcerias, acordos bilaterais em todos os setores, contribuindo para tornar a África próspera, desenvolvida e competitiva.
O ponto forte e inovador da sua realização é a tecnologia, a criação e a implementação de uma rede tecnológica e o estudo e viabilização do comercio de produtos até então não existentes em alguns países ou monopolizado pelo comercio europeu, e igualmente criar um fluxo regular de intercâmbios culturais entre países africanos e o Brasil. Para tanto, o Empreendimentos Nigéria é nossa já possui terras no Togo, em Ghana e um escritório estruturado em Lagos.
O Empreendimentos Nigéria é nossa não é apenas um projeto, é uma missão corajosa, ousada e determinada a realizar os propósitos que foram estabelecidos, levar dignidade, bem-estar, qualidade de vida, tecnologia, acessibilidade e inovação e prosperidade para o povo africano.
A África dos meus sonhos é uma mãe com filhos realmente livres, de toda e qualquer escravidão, que ainda persiste e insiste em escravizar, seja escravidão econômica, social, intelectual, cultural ou imposicional.
A África dos meus sonhos os seus filhos são unidos livres de guerras e qualquer tipo de conflitos. A África dos meus sonhos todos são irmãos. Por isso é necessário quebrar paradigmas, estabelecer paradoxos e realizar uma metanóia, combatendo e eliminado tudo o que aflige e corrompe o caráter e a dignidade humana.
A ÁFRICA não precisa de ajuda como muitos insistem em divulgar, a África merece apoio, incentivo e oportunidade para mostrar o seu valor que é imensurável.
Principais Eixos e Ações do Projeto
1. Consulado Comercial Representação Africana
O Consulado Comercial será uma representação comercial unificada de diversos países africanos e suas Câmaras Comerciais no Brasil. Sediado na cidade do Rio de Janeiro, o Consulado irá com foco nas relações comerciais, mas tendo um braço de apoio no âmbito governamental , e funcionará como Representação e articulação com outros países africanos.
As ações do Consulado devem visar o comércio bilateral, oportunizando negócios entre o Brasil e Países do continente Africano ao agregar empresas brasileiras de diversos segmentos como, tecnologia aplicada ao meio ambiente e a geração de energia, construção civil, beleza, mineração, entre outros.
Através do Consulado e das ações do Kabecile Àwúrelà também pretendemos implementar e dar continuidade aos projetos de desenvolvimento humanitário nos países africanos – agregando comércio e apoio a melhorias aos países de forte conexão empresarial e/ou cultural – como missão em nossas mãos bilateral de boa vontade entre povos irmãos.
O Nigéria é nossa Empreendimentos se propõe ser protagonista e a casa do comércio entre países africanos e empresários. Seremos uma fonte – junto às embaixadas e ao governo brasileiro – de intermediação de negócios. Teremos para isso uma comissão com juristas e profissionais especializados em comércio, unificando e convergindo intenções comerciais entre empresários oriundos de países africanos e empreendedores e empresas brasileiras.
Centro Cultural African Brasil
Outro fator preponderante no projeto é o intercâmbio cultural e de empreendedorismo que será firmado em cada contrato a ser cumprido nas relações comerciais.
Os contratos firmados entre empresas e países pretende sempre envolver recursos ou contrapartidas culturais, possibilitando tanto a vinda de artistas e grupos africanos para o Brasil para apresentações, exposições, Residências artístico-culturais e promoção de atividades formativas em instituições de educação formal e não formal, como também o fluxo de ida de grupos para imersões nas culturas africanas.
O Centro Cultural funcionará nas instalações do Consulado Comercial e possuirá algumas instalações para hospedagens. Pretende-se que além dos recursos oriundos de patrocínios, editais culturais e dos acordos comerciais, o Centro também possa auto sustentar algumas atividades e eventos com ingressos, bilheterias de peças de Teatro, shows Musicais, Cinema com exibição de filmes africanos e afro diaspóricos, cursos regulares de idiomas , danças, musicas, educação financeira e tecnológica, dentre outros.
Espera-se também que o Empreendimentos Nigéria é nossa sirva como articulador de investimento não somente para intercâmbio e difusão, mas também para apoio a criação e produção de novas peças teatrais, shows e filmes, considerando arte e cultura também como Empreendimentos e motores das economias de países africanos e do Brasil, e transformadores dos conhecimentos e ideias sobre esses países.
Projetos
Multimídia Áudio e Vídeo
Institucional Nigéria é Nossa
Proposta de Eventos
Lançamento público Projeto Empreendimentos Nigéria é nossa – Maio/2023
Rodadas de negócios mensais – a partir de junho de 2023 com representantes de cinco países e 20 empresários brasileiros (de todos os portes)
Participação em datas comemorativas dos países africanos
Lançamento de projeto social – junho 2023
Nigéria é nossa Artesanais - artesanato africano e brasileiro juntos para promover os artesões e arte no Brasil.
BLACK MIND FESTIVAL- música africana, danças, shows, exposições, cinema, artes plásticas
Feira Nigéria é nossa – projeto cultural na praça – junho 2023
Desfile e Feira Nigéria é nossa – projeto cultural na praça – junho 2023
Missão de negócios MDIC - Apex - SICOOB - Empreendimentos Nigéria é nossa
Em Síntese, o Projeto atua nas seguintes áreas distintas:
- ESPAÇO NIGÉRIA
Espaço físico interativo de cultura, esporte e lazer, saúde e educação, local de acolhimento, treinamento e capacitação para recepcionar os africanos que já residem no Brasil, e os refugiados que desejam se estabelecer no nosso país.
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Espaço para comungar com a família, amigos, promovendo qualidade de vida e bem estar aos nossos irmão africanos.
Espaço para integrar os africanos que vivem no Brasil,os da América Latina e de outros países,tornando-se referencia internacional.
EMPREENDEDORISMO BRASIL-ÁFRICA
Rodada de negócios, prospecção de negócios entre os empresários brasileiros e Africanos, Câmara de negócios entre Brasília-Associações Comerciais Brasileiras, e Africana. Todos os segmentos de negócios, empresariais, comerciais, consultorias em todas as áreas, no Brasil temos mais de 2 mil Associações Comerciais, ligadas as Federações e Confederações do Comércio-CACB/Confederação das Associações Comerciais do Brasil, criação da Associações Comerciais Africanas/ Importação e Exportação.
Implementação das Cooperativas de Agricultura familiar e agronegócios e Mineração, com Institutos de Ciências e Tecnologias-ICT’S.
- EMPREENDIMENTOS NIGÉRIA EM SAÚDE E BEM ESTAR DA FAMÍLIA
- Projeto de intercâmbio entre os profissionais da área de saúde, médicos, enfermeiros,técnicos em projetos e ações, especialização, formação, imersões, simpósios, workshops, seminários, palestras e missões no segmento de saúde, em todo o território brasileiro,com a anuência e incentivos e financiamento do governo local, ministério da saúde, prefeituras e municípios, fomentados por acordos bilaterais,parcerias público e privado, organismos internacionais.
- Iniciativa de apresentação e implementação da políticas de medicamentos genéricos, e farmácias populares para a população de baixa renda.
- NIGÉRIA SOCIAL
- Levar as experiências no âmbito social, Apresentação do Estatuto do Idoso e da Política de Promoção do Idoso e Implementação do Sistema de Cuidado da promoção de bem estar da pessoa idosa e família, plano nacional-Projeto Longevidade Africana.
- PROJETO REALEZAS FEMININAS
- para mulheres Africanas,vitimas de C.A,foco na saúde da Mulher e Medicina Estética e Reparadora.
- PARTICIPAÇÃO NO CONSELHO EMPREENDIMENTOS NIGÉRIA É NOSSA E COMITÊ INDEPENDENTE POLÍTICO E ECONÔMICO
- Articulação e ação política local, Nacional e Internacional.
MODALIDADES
DEFESA PELOS DIREITOS DA PESSOA IDOSA AFRICANA, JUVENTUDE, DIREITOS HUMANOS, ASSISTÊNCIA SOCIAL.
Programação esportiva, futebol entre os refugiados, campeonato local de futebol, campeonato de basquete ball, ciclismo, atletismo, volêi e demais modalidades esportivas.
- Familia da Sorte
Título de capitalização esportiva de prêmios – Rio de Janeiro e São Paulo.
- Cine Nigéria
- Mostra de cinema em todas as embaixadas brasileiras no países africanos, divulgando o nosso cinema e o cinema local.
Nigéria Model
- Moda, desfiles e tendências do vestuário africano e brasileiro.
Promover as melhorias necessárias, corrigir as ações não conformes e estabelecer as correções, nos projetos entre os dois países. Gerar divisas e fortalecer as ações econômicas promovendo o empresário e brasileiros, com transparência, honestidade e compromisso.
Empresas de diversos portes, empresários, executivos, startups, agricultores, estudantes e agentes da esfera governamental, profissionais de ciência e tecnologia, profissionais de arte, cultura e educação , além de entidades parceiras e toda o público que se beneficiará direta e indiretamente pelas ações do Consulado Comercial.
A África é hoje um continente com enorme potencial de crescimento, contemplando 300 milhões de pessoas classificadas como classe média. Desde que se tornou um país livre dos preconceitos raciais, a África do Sul passou a obter um crescimento considerável na área comercial, sendo responsável pela metade do PIB – Produto Interno Bruto – do país. A região também conta com recursos naturais de grande importância.
Hoje os governantes têm se preocupado com a melhoria da qualidade de vida no país, promovendo reformas orçamentárias, visando os incentivos fiscais, de infraestrutura e atraindo novos investidores. Com isso, espera-se obter uma economia mais competitiva, com o aumento dos empregos para as classes mais baixas, a distribuição de recursos, mais oportunidade de saúde, educação e moradia para a população.
Segundo o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, as áreas de maior crescimento comercial da África do Sul são: indústria química, farmácia, equipamentos médicos, aeronaves e peças, maquinários para trabalho em metais, softwares para computadores e telecomunicações, que poderão atrair investimentos estrangeiros.
IMPORTÂNCIA DA ÁFRICA
A África é formada por 54 países com diferenças geográficas, climáticas, culturais e de modelos de Estado. A África é o 3º continente em extensão territorial, com 30 milhões de km2 , ocupando 20,3% da área total da Terra – ou seja, uma terra estratificada de oportunidades.
A África é segundo continente mais populoso do planeta, com cerca de quase um bilhão de pessoas. A densidade demográfica é de cerca de 30 habitantes por quilômetro quadrado, pois grande parte do continente é adversa à ocupação humana. Poucos países africanos exibem população urbana numericamente superior à rural, a exemplo da Argélia, Líbia e da Tunísia. Apesar de concentrar incontáveis riquezas naturais, o continente africano é um dos mais pobres do mundo.
O extrativismo e a agricultura figuram com as principais atividades na África – contando com praticadas com níveis tecnológicos muito baixos e, por isso, nocivos ao meio ambiente. Assim, e caça, a pesca e a coleta de produtos naturais ainda compõem as principais fontes de renda para a maioria da população africana. Cumpre ressaltar o comércio de couro e de peles, marfim, madeiras, resinas, óleo de palmeira e especiarias. No entanto, no século XXI, devido ao aumento de preço dos produtos primários, a economia africana sofreu um incremento considerável. As taxas de crescimento da região chegaram em até 9% no período de 2004-2015.
Mas o continente conta com diferenciais. A África detém grandes reservas minerais, destacando-se o ouro e os diamantes, bem como fontes energéticas como petróleo e gás natural e é abundante em antimônio, fosfatos, manganês, cobalto e cobre. A maior economia africana é da África do Sul, seguida por países como Marrocos e Tunísia (grandes exportadores de fosfatos, matéria-prima para a indústria de fertilizantes). Já a Argélia, rica em petróleo e gás natural, e membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
Já a agricultura do continente africano apresenta-se sob duas formas: a de subsistência e a comercial. A primeira é rudimentar, itinerante e extensiva, e a segunda, praticada sob a antiga forma de Plantation, sistema introduzido pelos europeus durante o período colonial. Os principais produtos da agricultura de exportação são as frutas tropicais como a banana, a castanha de caju, café e flores. Com relação a peCuária, a atividade econômica possui apenas um alcance interno, precisando comprar a proteína animal de diversos países – abrindo grandes oportunidades de negócios.
IMPORTÂNCIA COMÉRCIO EXTERIOR
O comércio favorece e fortalece a paz entre as partes – nesse caso específico, entre países irmãos (continentes).
A globalização proporciona ao mundo todo essa condição que deve ser reforçada, como aliança em que as partes se fortalecem e se desenvolvem em diversas trocas – sejam elas culturais e/ou comerciais. O mundo se tornou global, com distâncias menores e em prazos também encurtados.
Assim, as oportunidades de compra e de venda se estendem a todos – afastando as questões das guerras comerciais, tão temidas.
Assim estamos a frente de uma tendência clara, do crescimento de uma economia interligada em um comércio benéfico e promissor – chancelado por entidades tradicionais como a Empreendimentos Nigéria é nossa , que leva o Brasil como um pais de grandes potenciais tecnológicos e de produtos agrícolas – sendo o Centro oeste o maior produtor de grãos no país.
Sabemos também que o comércio internacional significa inclusão no cenário internacional, trazendo peso político aos países que se relacionam bem no contexto das importações e exportações. E isso tudo traz amizades, cooperação nos acordos comerciais em que todos vencem. Por isso sabemos que a globalização e o comércio trazem o real crescimento, aproximando oportunidades e trazendo prosperidade.
Assim a realização do comércio exterior, deve ser independentemente de qualquer motivação factual que não seja comercial e de mútua ajuda porque o comércio exterior é movido por relacionamentos entre os países que se relacionam não apenas na compra e venda de mercadorias, mas em uma política relevante entre os países, o que pode determinar mudanças importantes na produção da industrial das nações. Essa visão traz investimentos para a atividade econômica.
Nessa visão, e tendo entidades sérias – além do próprio governo – para fomentar essa relação, haverá a diluição de riscos, o que é de grande importância para o mercado, o interno e a livre concorrência, o que interessa aos empresários de diversos setores da economia.
IMPORTÂNCIA DA ÁFRICA NO COMÉRCIO COM O BRASIL
O continente deve retornar como uma das prioridades de empresários e diplomatas brasileiros, como aconteceu na década de 1970 quando o governo brasileiro tinha interesse geopolítico na África Ocidental porque países como Nigéria e Angola, ricos em petróleo, reduziam a incerteza de abastecimento resultante de manobras do cartel dos produtores do Oriente Médio. Nessa época, o governo brasileiro queria diminuir a dependência em relação aos Estados Unidos e estreitou os laços com nações do Terceiro Mundo. Assim foi realizada a primeira missão brasileira para a África em 1973 com representantes de 37 empresas e associações,que visitaram oito países.
Como resultado, em 1981, as exportações para a região chegaram a 8, 4% dos 23 bilhões de dólares vendidos pelo Brasil ao exterior. Depois os negócios foram diminuindo devido à instabilidade política na África e à crise da dívida externa que afetou o Brasil e outros países latino-americanos. Hoje sabemos que a estratégia, de recolocar a África Ocidental no rol de prioridades deve estar na agenda brasileira.
Nossa balança comercial ainda é negativa. Atualmente, empresários e diplomatas buscam a ampliação dos negócios apoiados na intenção clara do MDIC que pretende reverter os resultados da balança comercial, desfavoráveis ao Brasil para a expansão das vendas de bens industrializados e serviços brasileiros na África.
O comércio entre o Brasil e os países da África se encontra cada vez mais distante dos números registrados em 2013, quando o fluxo de negócios bilaterais atingiu a cifra recorde de US$ 28,533 bilhões, com exportações brasileiras no valor de US$ 11,087 bilhões e vendas africanas no total de U$$ 17,446 bilhões. Em 2017, a corrente de comércio brasileiro-africana somou pouco mais de US$ 14,924 bilhões e este ano deve fechar num patamar ainda inferior.
De janeiro a maio de 2018, o Brasil exportou bens no montante de US$ 3,303 bilhões e importou um total de US$ 1,948 bilhão. No período, as exportações brasileiras tiveram uma pequena alta de 0,57%, enquanto as vendas africanas apresentaram uma queda de 11,18%. Nos cinco primeiros meses do ano, o intercâmbio com os países africanos gerou para o Brasil um superávit de US$ 1,356 bilhão. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
As exportações brasileiras por fator agregado foram marcadas por uma forte alta de 66,5% nos embarques de produtos básicos, com uma receita de US$ 1,271 bilhão e participação de 38,5% no volume total exportado. As vendas de produtos semimanufaturados somaram US$ 889 milhões (queda de 22,% e participação de 26,9% nas exportações totais). Por sua vez, os bens industrializados proporcionaram receita de US$ 1,12 bilhão (retração de 17,7% e corresponderam a uma fatia de 33,9% do total embarcado aos países africanos neste ano).
Mesmo com uma queda de 22,3% comparativamente com o mesmo período de 2017, o açúcar de cana em bruto foi o principal produto exportado para os países africanos, no total de US$ 795 milhões. Outros destaques na pauta exportadora foram o açúcar refinado (US$ 330 milhões), minérios de ferro (US$ 316 milhões), carne bovina (US$ 239 milhões) e carne de frango (US$ 187 milhões).
No tocante às exportações africanas para o Brasil, os produtos básicos totalizaram US$ 893 milhões, os bens semimanufaturados geraram receita de US$ 120 milhões e os produtos manufaturados foram os líderes das exportações num total de US$ 934 milhões (48,0% do total negociado pelos países africanos com o Brasil).
Apesar da forte queda nas exportações globais da África para o Brasil, os embarques de petróleo tiveram um aumento de 46,3% no período janeiro-maio e somaram US$ 545 milhões. Entre as exportações também se destacaram a nafta (US$ 395 milhões), hulhas (US$ 127 milhões), ureia (US$ 120 milhões) e adubos (US$ 111 milhões).
No primeiro semestre de 2018, o Egito se consolidou como o maior destino para os produtos brasileiros no continente africano. No período, as vendas ao país cresceram 104,8% e totalizaram US$ 835 milhões. O mercado egípcio absorveu 25% de todas as exportações brasileiras para os países africanos. Também se destacaram a África do Sul (US$ 563 milhões), Argélia (US$ 432 milhões), Nigéria (US$ 259 milhões) e Marrocos (US$ 200 milhões). Em relação às importações brasileiras, mesmo com uma retração de 37,5% nas vendas, a Argélia foi o principal fornecedor, com um total de US$ 678 milhões, seguida pela Nigéria (US$ 373 milhões e alta de 83,0%), África do Sul (US$ 266 milhões e aumento de 53,8%), Marrocos (US$ 240 milhões, com queda de 15,4%) e Gana (US$ 106 milhões e recuo de 23,3% nas vendas para o Brasil).
Mas a abertura de novos mercados exige esforço empresarial, que também busca o mercado da África Meridional que soma 54 países e 800 milhões de habitantes – com sua população pobre, mas com uma área riquíssima em bens naturais, especialmente em petróleo. Sabe-se
que apesar de uma situação complicada, a economia africana, especialmente a de países produtores de petróleo, como Angola, Argélia ou Nigéria, está em ascensão.
A situação, aparentemente paradoxal, tem duas explicações fundamentais. A primeira está nos conflitos étnicos, resultantes de séculos de intervenção estrangeira que dividiram os países do continente na prancheta, a régua, sem considerar os hábitos e costumes dos povos. A outra está na corrupção, prática comum durante o período colonial que, em vez de desaparecer após a independência, só fez crescer. A África, portanto, embora abrigue a população mais miserável do planeta, tem riquezas.
OPORTUNIDADES
A maior atração são seus recursos minerais. O continente é o maior produtor e exportador de ouro e platina , sendo a maior fonte de renda da África do Sul. Por esse motivo, a área da mineração é responsável por 12% da força de trabalho do país. O carvão também tem seu destaque na economia do país, através da exportação. Além desses, o país tornou-se um grande exportador de produtos alimentícios, agrícolas, laticínios, vinhos (tendo produções vinícolas conhecidas mundialmente) e de lã. O país tem mais de 27 milhões de cabeças de carneiros, das raças Dorper e Merino, responsáveis pela produção de carne e lã, respectivamente. O país possui várias indústrias de transformação, são exportados produtos de papel e celulose, ferro e aço e produtos químicos, que também são responsáveis por 35% de sua arrecadação.
As exportações da África do Sul estão mais voltadas para os maquinários e equipamentos, peças automobilísticas, produtos têxteis e óleos crus. Dentre os principais produtos agrícolas podemos destacar as frutas cítricas, o milho, o açúcar, o tabaco e o trigo. Mas o país também sofre com os períodos de seca, que prejudicam as plantações.
POSIÇÃO GOVERNAMENTAL
A vitória do atual presidente do Brasil Jair Bolsonaro causou grande apreensão entre políticos, acadêmicos e ativistas. Há uma grande preocupação entre especialistas das relações entre Brasil e África, de uma forma mais estratégica na agenda internacional do país. A cultura nos une, inclusive o fato de termos a maior população negra fora do continente africano, o que legitima a agenda brasileira a favor das nações africanas, que possuem legados culturais semelhantes aos nossos
A possibilidade de aproximação com o continente africano surge agora como uma posição diferente a de governos passados, marcados pela corrupção e negócios com grandes empreiteiras – a década de 1990 e era Lula. Diferente do passado recente, a reação do atual governo é buscar oportunidade para os pequenos e médios empreendedores. Na história ainda mais recente, as relações com o continente africano perderam espaço na agenda brasileira, com o fechamento de embaixadas e diminuição dos recursos transacionados – o que se tentou reverter após o governo FHC para a gestão petista. Mas apesar disso, os países de língua portuguesa mantiveram-se como ponto estratégico, consolidando a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) para a esfera da cooperação técnica com o fechamento de diversos acordos.
Assim, o protagonismo da Cooperação Sul-Sul na agenda da política externa brasileira no período refletiu-se na política para o continente africano, sendo que durante o governo Lula, 238 acordos de cooperação técnica foram fechados com 90 países africanos, em comparação aos 39 acordos fechados com FHC com 23 países (IBIDEM, 2015). Os acordos realizados entre 2003 e 2010 não só cresceram em número e na diversidade dos países com que foram fechados, como também representaram diversificação das áreas abrangidas, com destaque à Saúde, Agricultura e Educação.
Apesar do intercâmbio comercial com a África ter continuado significativamente menor se comparado com outras regiões como Ásia e União Europeia, e sendo pouco expressivo considerando que se trata de um continente que cresce mais que a média global, houve uma intensificação da atenção dada à região (exemplificada pelo desmembramento do Departamento da África e do Oriente Médio do MRE). As relações Brasil-África eram essenciais para o país que construía o seu capital político a partir da articulação com forças emergentes do sistema internacional para fazer pressão sobre o conselho de segurança da ONU, demandando a incorporação de novos membros permanentes, e através da liderança nas negociações na esfera da Organização Mundial do Comércio. Nessa trajetória, a África do Sul se transformaria em um importante aliado na articulação do IBAS e, posteriormente, no processo de consolidação do BRICS.
As políticas de ações afirmativas, que ganharam impulso com assinatura de compromissos antirracistas na Conferência de Durban em 2001, foram incorporadas a um pacote amplo de políticas públicas que foi utilizado para demonstrar aos parceiros do continente africano a expertise que os brasileiros poderiam oferecer no combate a fome e na luta contra as desigualdades sociais (GALA, 2019). No ano de 2010, a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) foi criada para reforçar o compromisso dos brasileiros com os parceiros africanos.
Hoje encontramos no governo de Jair Bolsonaro uma volta a relações sólidas em busca de oportunidades diversas, tendo a África como um parceiro estratégico, embora alguns analistas ainda duvidem, pelo fato de que o Brasil – claramente – está se alinhando aos Estados Unidos.
DIREÇÃO DO PROJETO
- IDEIAS GROUP